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Esse "lixo" todo... (Como reformar uma mesinha)

quinta-feira, 5 de maio de 2011



Volta e meia, o interfone aqui de casa toca:



- Dona Thalita, sua mãe deixou uma... uma... hum... uma espécie de tábua velha aqui pra você.




Em menos de 2 minutos, estou eu lá na portaria com um sorriso de orelha a orelha pra buscar meu entulho amado.


Dias depois, ele toca novamente:


- Sua mãe deixou aqui um quadro quebrado.



E novamente:

- Thalita, sua mãe deixou um saco de retalhos.



E novamente:

- Agora tem uma caixa cheia de garrafas vazias.



Toda vez é a mesma coisa: eu desço correndo e sorridente, como alguém que está indo buscar uma aguardada compra feita pela internet. O porteiro fica tão confuso que chega até a coçar a cabeça. Eu, sinceramente, não sei quem é mais maluco e parceiro nesse momento: a minha mãe, por achar que deixar uma cadeira quebrada na portaria é igual a deixar um envelope no escaninho, ou o porteiro, que aceita guardar o "pacotinho" até eu chegar do trabalho.

Eu só sei que dia desses a curiosidade dele chegou no seu limite quando ele me viu dando pulinhos de alegria ao receber 6 latas vazias de azeite.

- Desculpa, Dona Thalita, mas eu tenho que perguntar: o que você faz com esse lixo todo?



Esse "lixo" todo eu transformo em alegria, Jorge. Alegria em fazer o que eu gosto, alegria em deixar a casa mais colorida, alegria em salvar o que ia pro lixo, alegria em gastar meu tempo para deixar algo mais doce de se olhar e mais agradável de usar. É claro que essa é a versão poética e reduzida da explicação. A prática demorou uns 20 minutos e foi seguida de fotos, indicação do blog e trocas de figurinha.



Desde então, ele tenta adivinhar no que o lixo vai se transformar. Não é o máximo? Essa semana tinha uma gaveta velha me esperando, e ele:

- Essa aqui pode virar uma jardineira, né? Ou então uma base pra uma mesinha, sabe?



Claro que pode, Jorge! Pode virar tanta coisa... de "lixo", passou a ser uma jardineira em potencial, entre outras mil possibilidades que ele dividiu comigo.

Ele não faz idéia... mas nesse dia, subi de volta pra casa sem conseguir segurar as lágrimas. Sensação de dever cumprido. De uma felicidade sem tamanho e preço. Esse blog é o trabalho de formiguinha mais gratificante do mundo.



E meu motivo de alegria dessa semana ficou por conta de 2 mesinhas que já chegaram aqui sem vida, mas conseguiram ser reanimadas graças a um pouco de esmalte sintético e papel de presente. Não liga pra arrumação não... é que eu não tenho onde guardá-las! O trabalho salva-vidas foi feito. Agora, quem pode dar um lar pra elas? :)






















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